Feliz Ano Novo!

Finalmente fim de ano, o aguardado 2016 bate na nossa porta! E os desejos que esse momento traz nos enchem de esperança e de sonhos. Para finalizar esse ano com chave de ouro. Fiz um poema reflexivo sobre esse momento.

Espero que gostem!

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Ano novo 

Autoria: Luisa Soresini

Pare nesse momento,
Por mais renovador que seja o tempo,
No fim é só uma linha reta para o final.

As mudanças dos calendários,
O zodíaco imprescindível
Tudo nos leva para um só lugar.

Mas mesmo assim,
Na verdade é por isso mesmo.
Pule as sete ondas.

Coma a romã, o fruto da sorte.
Use branco, preto a cor que te move.
Dê presentes para a rainha do mar.

Trace o círculo, não coma quem cisca para trás,
Não ande com quem vai para trás.
Varra a casa. Tome banho de sal.

Reze. Jogue tarô.

E mesmo que tudo isso não funcione,
Mesmo que o recomeço não dê certo,
Que seja somente mais passo para o fim.

Pule as sete ondas.
Saia de branco.
Dê flores ao mar.

Obrigada,

Luisa Soresini

Conto: Chato

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Autoria: Luisa Soresini

Como ela me chamava? Ah é… Chato. Essa palavra soava estranho para mim, afinal nunca a tinha ouvido antes. Chato. C-H-A-T-O. Eu poderia não saber o que aquilo significava, mas definitivamente não soava nada bem quando ela dizia. Suas sobrancelhas finas se curvavam, suas mãos cerravam-se e ela me encarava com aquele olhar. Aquele olhar de quem ia me caçar para uma boa alimentação.

Eu a encarava de longe. Como que alguém tão… Bufei, irritado com aquela ideia. Consegue me encarar com aquele olhar? Ela era tão… Suspirei, torcendo os lábios, sentindo-me inferior. Por que eu só a entendia quando ela falava das flores? Das árvores? Dos animais? Por que eu não entendia aquelas palavras estranhas dela? Aquelas palavras daqueles malditos seres que se dizem modernos?

Moderno. Outra palavra que eu não conseguia entender. De acordo com o livro deles que achei; moderno é ser superior. Onde está a superioridade de um ser que destrói o mundo que vive? Mordi meus lábios, nervoso com tudo que fizeram para nós, para o nosso povo. Nossa mãe estava morrendo por causa deles. Daqueles malditos. Já tive muita vontade de acabar com eles. Mas nossa mãe dizia que não, que aquilo não nos levaria a nada. Eu a desobedeci e por causa disso acabei a trazendo para nós.

Ela.

Eu a observei novamente, tentando disfarçar o meu orgulho que queimava dentro de mim. Como é que ela tinha nascido naquele mundo? No mundo que eu sonhava em destruir? Como ela podia ser fruto daqueles seres tão desprezíveis? Eu a mirei agora… Conseguia sentir o cheiro dela. Eram pêssegos… Cheiro de pêssegos. Eu me mergulhei nesse aroma. Lembrando-me de cada elemento, cada flor, cada animal que todo o seu corpo me trazia à memória. A maré baixa, o azul das cordilheiras, os olhos de lince, a cor do fogo que queimava em mim. E aquele cheiro maravilhoso de pêssegos frescos. Sim… Eu podia sentir aquele fogo queimar dentro dela. O fogo que me movia, que me alimentava, que me mantinha vivo. Meu poderoso elemento. Sem ele, eu não era nada.

Ela também não podia ser.

– Eu… Acho que peguei pesado com você, Fê. – ela apareceu na minha frente, e aquele fogo subiu para seu rosto – Você não entende o meu mundo, não sabe… Das regras.

Ele queimava tão intensamente.

– Então… Desculpe por te chamar de chato.

Chato. Dessa vez, ao ouvi-la novamente, meus pelos se eriçaram e aquele cheiro de pêssegos tomou minhas narinas completamente. De onde ela tirava aquele cheiro tão intenso? Encostei meu nariz próximo as suas pernas, não era ali. Na sua barriga, também não. Colo, pescoço, também não…

– O que está fazendo, Fê? – ela me parou quando a encarei. Por que estava queimando tão intensamente quanto eu? Ela também tinha esse dom? Engoli a seco e senti o aroma vindo de suas palavras. Sim. Era dai que vinha aquele aroma. Aquele aroma maduro. De frutas maduras. Fechei os olhos. Como será o gosto?

– É bom… – murmurei e senti minha face direita queimar. Não era bom mais. Eu a encarei e ela estava com aquele olhar, mas continuava queimando tanto quanto eu.

– Seu…. SEU CHATO! – ela correu novamente como fez hoje de manhã, quando a vi no lago. Quando gritou essa palavra incoerente. Sorri. Passando a mão no rosto dolorido.

Parecia que chato não era uma palavra tão ruim assim.

***

Oi Gente, esse foi o conto mais recente que eu produzi! Espero que gostem! Não deixem de seguir o blog para mais contos autorais e não esqueçam de curtir a minha fan page no facebook Luisa Soresini para mais novidades sobre meu livro A filha do Norte!

Abraços,

Luisa Soresini

Loucura Literária: A Filha do Norte

Oi Oi Minha gente! Desculpe o tempo sem publicações, minha vida anda uma correria sem fim, mas vamos ao que interessa finalmente o meu livro teve a capa divulgada e agora poderemos fazer um pouquinho dele e da obra.

Saquem só a capa que linda!

A filha do Norte_CAPA

Ficou muito incrível. Todo o processo está valendo muito a pena. Desde a procura da Editora (valeu Novo Século), até as revisões do livro, elaboração da capa… tudo. Cadê a canseira quando se tem um trabalho desse em mãos? Ficou ótima! Absoluta!

Para quem ainda não viu a sinopse segue abaixo:

Sinopse A Filha do Norte

Elza, a Bruxa do Leste, reflete sobre o mundo e sua própria história. Para ela, o fluxo da vida entrou em um ciclo interminável, no qual os espíritos perderam um pouco da sua força e, ela, na sua esperança diante a humanidade. Com isso, sua irmã Meredith, a Bruxa do Sul, anuncia a chegada de um visitante estranho em Mafaldi, uma pequena cidade que fica entranhada no meio da floresta. Dessa maneira, temendo por problemas, as bruxas saem para averiguar e descobrem que o indivíduo misterioso trata-se de uma garota desolada. Por pena, elas a acolhem, sem o conhecimento da menina perante a identidade das bruxas. Em sua vida humilde, Elza percebe o quanto a menina, chamada Michelle, é simples, mas, ao mesmo tempo, refinada e inteligente, e logo toma apresso por ela, tal como uma filha. Contudo, em um determinado dia, Michelle sai e desaparece na floresta. Meredith e Elza começam, então, uma busca interminável pela garota, mas seus maiores medos tornam-se realidade quando descobrem que a menina for parar na mansão dos Vergamini. Com medo do que poderia acontecer com ela, as bruxas iniciam uma missão para salvá-la, sabendo que pode ser tarde demais.
Michelle, enquanto andava sozinha pela floresta, encontra uma mansão imponente e sombria, entretanto, a curiosidade e seu medo de ficar sozinha a levam a buscar ajuda dentro da casa. O que ela não esperava era encontrar jovens e irmãos de idades contrastantes tão lindos e ricos vivendo em um lugar como aquele. Elegantes, refinados, gentis, todavia intimidadores. Algo parecia estar errado e ela torcia para que fosse apenas um equívoco em suas sensações. No meio da noite, no entanto, Michelle descobriu a verdadeira face daqueles jovens que estavam longe de serem os príncipes que ela sonhou. Forçada a viver com eles pelo resto de sua vida, Michelle, protagoniza novamente seus maiores medos e descobrirá, assim, a face mais sórdida dos Vergamini.

Esse livro é tudo para mim, espero que curtam muito tanto quanto eu! Ele é meu presente para todos vocês e para mim, espero que vocês gostem muito para que a segunda parte possa sair!

Mais informações sobre o lançamento e pré-venda em breve.

Fan Page: https://www.facebook.com/luisasoresiniautora

Abraço,

Luisa Soresini