Conto autoral: Unhas Pretas

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Unhas pretas

Autora: Luisa Soresini

Eram três horas da tarde. Hoje definitivamente é um dia que não passa.
– Você vai mesmo pintar suas unhas de preto? – Encarei minha manicure entediada e ela ficou meio sem graça – É ano novo né? E preto, bom, não combina com essa data…
Suspirei fundo. Achando aquilo insuportável.
– Por que acha que preto não combina com ano novo? – perguntei meio irritada – Tem algo errado com o preto?
Ela ficou meio na dúvida se respondia ou não a pergunta, mas tomou coragem e continuou:
– Bom… É uma cor que lembra luto, morte… Não traz boas coisas, boas vibrações, sabe? É uma ótima cor para você usar no dia das bruxas, por exemplo… – sorriu – Se quiser posso fazer umas unhas lindas decoradas nessa data para você!
Não acredito nisso. Não acredito mesmo.
– Então acha que se eu usar essa cor hoje à noite, eu posso trazer bruxas ou até má sorte? – ironizei.
– Bruxas não… – ela engoliu a seco, duvidosa – Má sorte talvez.
Bufei. Todo ano era a mesma coisa. Eu mudava de manicure, de salão, de pessoa e todo mundo vinha com aquele mesmo papo. O que as pessoas têm a ver com minhas unhas pretas?
– Por que não passamos então outra cor? – ela voltou a sorrir – Você ficaria muito bem de rosa, ou vermelho… Azul também é legal, é cor de esperança.
– Vai preto mesmo, moça!
– Tem certeza? – ela ficou desapontada.
Suspirei pensativa frente à expressão dela. Era sempre aquela expressão desgostosa. Suspirei e deixei o tempo passar por alguns segundos, vendo se aquele dia finalmente passava. Mas não passava.
Infelizmente.
Então me deixei levar por aquela coerção social idiota.
– Rosa… Passa rosa então.
– Sério? – assenti emburrada e ela correu e pegou a cor mais chamativa que conseguiu. Passando-a em meus pés e mãos com muita felicidade. Como se aquilo pudesse mesmo impedir que o meu gosto por preto chame bruxas ou má sorte.
Paguei a conta e sai do salão, meio indignada com aquele esmalte colorido e carnavalesco. Bufei. Era sempre a mesma coisa, aquela mesma rotina neste dia. Fui para casa e me preparei para a virada. Vesti uma roupa qualquer e fiz questão de colocar uma calcinha rosa para completar aquele conjunto sem noção de ano novo.
Cheguei à praia mais entediada ainda.  Não sei por que eu continuava fazendo aquilo todo o ano… Parei e suspirei aquele ar carregado de energias positivas. Aquela praia linda, lotada de gente, esperando os fogos de artifício. Seria que aquele ano podia ser diferente? Suspirei fundo e olhei ao redor. Vi a moça que fez a minha unha perto de mim. Na verdade, ela estava basicamente ao meu lado. Sorrindo e apontando para as minhas unhas. Feliz. Ela ia se aproximar, quando começou a contagem.

…5…4…3…2…1!

Os fogos não subiram. As luzes se apagaram e ficou um breu danado. Quando a luz voltou dava para ver a barca dos fogos pegando fogo na nossa frente. As pessoas chocadas. A música parou e as energias positivas também.
– Meu Deus, você viu isso? – ela ficou do meu lado, segurando minha mão.
– É não deu certo mesmo… – olhei minhas mãos e comecei a rir, impressionada com minhas habilidades.
– O que não deu… – ela se virou para mim e ficou chocada – Estão pretas?! Suas unhas estão pretas? Você tirou o esmalte?
– Pois é… – sorri e fui me afastando dela, ao som do corpo de bombeiros e policiais, então começou a chover e todos saíram correndo, enquanto a mulher continuava me encarando assombrada – Isso que dá tentar espantar a má sorte! – ri.
Talvez ano que vem eu use azul… Vai ver consigo realmente chamar bruxas, como fiz no ano passado.

***

Obrigada pela leitura!

Loucura Literária: A caçadora – sorriso de vampiro

Oi Oi Gente, como vão vocês? Passaram bem de Ano Novo?

Então vamos para a primeira resenha literária do ano! Uhull!

resenha a caçadora

Esse livro é nada mais, nada menos da nossa parceira a Editora Draco. Como os blogs selecionados poderiam escolher o livro que queriam, eu escolhi esse, o primeiro volume dessa série da autora Vivianne Fair, pois já queria lê-lo antes mesmo de fazer a parceria com a editora, então já era um sonho de consumo, quando surgiu a oportunidade, corri e adquirir o meu e-book.

Quem nunca se apaixonou por um vampiro, que atire a primeira estaca.

Para quem não conhecer o livro, ele se resume na história de Jéssica, uma simples secretária, “alta, magra e ruiva”, que recebe aos 29 anos a notícia de que ela e toda sua família são caçadores de vampiros. Ela não acredita nisso obviamente, mas percebe que faz sentido ao se dar conta que a riqueza dos seus pais não pareciam vir do seu ofício de dentistas. Com isso, empurrada pela tradição familiar e pelo grandioso cheque dado pelo Conselho (instituição dos caça-vampiros), ela segue rumo a Pensilvânia para se infiltrar numa universidade e matar um vampiro chamado Eric. Contudo, parece que o Conselho deu um pequeno deslise com relação ao nome do vampiro, não existe nenhum Eric, mais sim o lindo, comediante, charmoso e sedutor, Zack. O problema é que ela, como caçadora deve matá-lo, será que ela conseguirá?

Certo, acabei de fazer uma sinopse sem spoilers, arrasei. 🙂 Agora vamos falar do livro.

Enredo:

Em primeiro lugar, como uma boa professora de literatura que sou vou dividir o livro para facilitar minha análise (que chique, faço análises de livros oficiais rsrs). Bom, a história é simples, percebendo o fato que ainda não li os outros dois livros, mas é boa, bem estruturada, tem coisas que não são contadas de imediado. Isso é bom. A autora consegue segurar você no livro de uma forma bem divertida. Por mais que o livro tenha um possível final previsível (estou torcendo para esse final ok? Não é uma crítica), ele tem clímax, mistérios e quando você acha que deu cabo de todos, aparecem mais para serem resolvidos.

Personagens:

Jéssica é uma mulher madura, tem seus 29 anos, é ruiva e muito, MUITO engraçada. Eu a amei, super me identifiquei com ela, com suas piadas, com sua linha de raciocínio, ela é muito parecida comigo. Tirando o fato de ser ruiva, alta e magra rsrsrs. Sua habilidade de fazer piada em momentos péssimos da vida me lembra muito a mim mesma.

Enfim, minha mãe ligou-me no final do expediente, dizendo que tinha uma notícia muito séria para dar. Mil pensamentos passaram pela minha cabeça.
Ela vai se separar.
Fui adotada.
Tentou suicídio.
Tenho uma irmã gêmea que está planejando destruir o mundo em duas semanas.
Claro, minha autoestima pode ser alta, mas acho que sou meio pessimista. 

Zack como a própria Jéssica diz é um “pedaço de mau caminho”. Para mim ele está mais para o bom caminho, se você quiser ir direto para o inferno rsrsrs. Em todo o caso, ele é o centro das atenções, tem seu próprio fan club, é o queridinho das lideres de torcida, um verdadeiro deus grego (palavras da Jessi) e muito cômico. É um personagem brilhante.

– Pare de me interromper. Eu sei quem você é.
– Você quer dizer… o estudante de medicina Zack Redpath?
[…]
-Além disso.
– Ah, você descobriu que sou agente do FBI nas horas vagas. Então terei que te matar.

Os outros personagens que me marcaram são os amigos de Jessi, seu grupo de otakus e suas fieis escudeiras. Jessi, sua chefa, não faz parte desse grupo, com isso sai alguns eventos bem engraçados com relação as meninas e ela. Como sou amante de animes e cultura japonesa me identifiquei nas referências pop presentes no livro. É bem raro você ver esse assunto misturado com outras temáticas. Amei.

vampirinho

Linguagem

A linguagem que autora utiliza é bem fácil, sem palavras complexas que atrasam o enredo. É uma leitura fluída, bem meio a meio, meio fluxo de consciência, meio dialogo. Gosto de histórias assim, a única coisa que me incomodou foi quando a Jéssica explicava algumas frases que ela fazia que continuam duplicidade de sentidos. A autora, na minha opinião, usou isso para fazer uma piada. Eu também uso, acho legal, mas pouco. Das primeiras vez ficou legal, depois ficou um pouco chato. Contudo, nada que atrapalhe a leitura.

Para finalizar, eu amei o livro. Amei o enredo e os personagens e super me vi na situação da Jessi. Por isso recomendo o livro e já comprarei os outros dois.

Nota do livro:

coraçao inteirocoraçao inteirocoraçao inteirocoraçao inteirocoraçao inteiro

Para finalizar, uma tirinha que autora postou na sua página Recanto da Chefa no Facebook! Muito legal!

recanto da chega

É isso pessoal! Espero que tenham gostado da Resenha!

Abraços,

Luisa Soresini

Feliz Ano Novo!

Finalmente fim de ano, o aguardado 2016 bate na nossa porta! E os desejos que esse momento traz nos enchem de esperança e de sonhos. Para finalizar esse ano com chave de ouro. Fiz um poema reflexivo sobre esse momento.

Espero que gostem!

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Ano novo 

Autoria: Luisa Soresini

Pare nesse momento,
Por mais renovador que seja o tempo,
No fim é só uma linha reta para o final.

As mudanças dos calendários,
O zodíaco imprescindível
Tudo nos leva para um só lugar.

Mas mesmo assim,
Na verdade é por isso mesmo.
Pule as sete ondas.

Coma a romã, o fruto da sorte.
Use branco, preto a cor que te move.
Dê presentes para a rainha do mar.

Trace o círculo, não coma quem cisca para trás,
Não ande com quem vai para trás.
Varra a casa. Tome banho de sal.

Reze. Jogue tarô.

E mesmo que tudo isso não funcione,
Mesmo que o recomeço não dê certo,
Que seja somente mais passo para o fim.

Pule as sete ondas.
Saia de branco.
Dê flores ao mar.

Obrigada,

Luisa Soresini

Conto: Chato

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Autoria: Luisa Soresini

Como ela me chamava? Ah é… Chato. Essa palavra soava estranho para mim, afinal nunca a tinha ouvido antes. Chato. C-H-A-T-O. Eu poderia não saber o que aquilo significava, mas definitivamente não soava nada bem quando ela dizia. Suas sobrancelhas finas se curvavam, suas mãos cerravam-se e ela me encarava com aquele olhar. Aquele olhar de quem ia me caçar para uma boa alimentação.

Eu a encarava de longe. Como que alguém tão… Bufei, irritado com aquela ideia. Consegue me encarar com aquele olhar? Ela era tão… Suspirei, torcendo os lábios, sentindo-me inferior. Por que eu só a entendia quando ela falava das flores? Das árvores? Dos animais? Por que eu não entendia aquelas palavras estranhas dela? Aquelas palavras daqueles malditos seres que se dizem modernos?

Moderno. Outra palavra que eu não conseguia entender. De acordo com o livro deles que achei; moderno é ser superior. Onde está a superioridade de um ser que destrói o mundo que vive? Mordi meus lábios, nervoso com tudo que fizeram para nós, para o nosso povo. Nossa mãe estava morrendo por causa deles. Daqueles malditos. Já tive muita vontade de acabar com eles. Mas nossa mãe dizia que não, que aquilo não nos levaria a nada. Eu a desobedeci e por causa disso acabei a trazendo para nós.

Ela.

Eu a observei novamente, tentando disfarçar o meu orgulho que queimava dentro de mim. Como é que ela tinha nascido naquele mundo? No mundo que eu sonhava em destruir? Como ela podia ser fruto daqueles seres tão desprezíveis? Eu a mirei agora… Conseguia sentir o cheiro dela. Eram pêssegos… Cheiro de pêssegos. Eu me mergulhei nesse aroma. Lembrando-me de cada elemento, cada flor, cada animal que todo o seu corpo me trazia à memória. A maré baixa, o azul das cordilheiras, os olhos de lince, a cor do fogo que queimava em mim. E aquele cheiro maravilhoso de pêssegos frescos. Sim… Eu podia sentir aquele fogo queimar dentro dela. O fogo que me movia, que me alimentava, que me mantinha vivo. Meu poderoso elemento. Sem ele, eu não era nada.

Ela também não podia ser.

– Eu… Acho que peguei pesado com você, Fê. – ela apareceu na minha frente, e aquele fogo subiu para seu rosto – Você não entende o meu mundo, não sabe… Das regras.

Ele queimava tão intensamente.

– Então… Desculpe por te chamar de chato.

Chato. Dessa vez, ao ouvi-la novamente, meus pelos se eriçaram e aquele cheiro de pêssegos tomou minhas narinas completamente. De onde ela tirava aquele cheiro tão intenso? Encostei meu nariz próximo as suas pernas, não era ali. Na sua barriga, também não. Colo, pescoço, também não…

– O que está fazendo, Fê? – ela me parou quando a encarei. Por que estava queimando tão intensamente quanto eu? Ela também tinha esse dom? Engoli a seco e senti o aroma vindo de suas palavras. Sim. Era dai que vinha aquele aroma. Aquele aroma maduro. De frutas maduras. Fechei os olhos. Como será o gosto?

– É bom… – murmurei e senti minha face direita queimar. Não era bom mais. Eu a encarei e ela estava com aquele olhar, mas continuava queimando tanto quanto eu.

– Seu…. SEU CHATO! – ela correu novamente como fez hoje de manhã, quando a vi no lago. Quando gritou essa palavra incoerente. Sorri. Passando a mão no rosto dolorido.

Parecia que chato não era uma palavra tão ruim assim.

***

Oi Gente, esse foi o conto mais recente que eu produzi! Espero que gostem! Não deixem de seguir o blog para mais contos autorais e não esqueçam de curtir a minha fan page no facebook Luisa Soresini para mais novidades sobre meu livro A filha do Norte!

Abraços,

Luisa Soresini

Entrevista: Luisa Soresini

Sente só a entrevista linda da minha parceira, Ju!

Juliana Lima

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A escritora Luisa Soresini, nossa parceira do blog, lançará seu livro em dezembro e até que a editora mande mais novidades fresquinhas sobre “A filha do Norte” para nós  pobres leitores ansiosos, um aperitivo de dar água na boca.
Não se compra um livro pela capa ou sim?
Bom, não importa se um leitor que se preze escolhe um livro pela capa ou não, de qualquer forma, a Editora Novo Século arrasou neste lançamento.

Ver o post original 792 mais palavras

Loucura Literária: A Filha do Norte

Oi Oi Minha gente! Desculpe o tempo sem publicações, minha vida anda uma correria sem fim, mas vamos ao que interessa finalmente o meu livro teve a capa divulgada e agora poderemos fazer um pouquinho dele e da obra.

Saquem só a capa que linda!

A filha do Norte_CAPA

Ficou muito incrível. Todo o processo está valendo muito a pena. Desde a procura da Editora (valeu Novo Século), até as revisões do livro, elaboração da capa… tudo. Cadê a canseira quando se tem um trabalho desse em mãos? Ficou ótima! Absoluta!

Para quem ainda não viu a sinopse segue abaixo:

Sinopse A Filha do Norte

Elza, a Bruxa do Leste, reflete sobre o mundo e sua própria história. Para ela, o fluxo da vida entrou em um ciclo interminável, no qual os espíritos perderam um pouco da sua força e, ela, na sua esperança diante a humanidade. Com isso, sua irmã Meredith, a Bruxa do Sul, anuncia a chegada de um visitante estranho em Mafaldi, uma pequena cidade que fica entranhada no meio da floresta. Dessa maneira, temendo por problemas, as bruxas saem para averiguar e descobrem que o indivíduo misterioso trata-se de uma garota desolada. Por pena, elas a acolhem, sem o conhecimento da menina perante a identidade das bruxas. Em sua vida humilde, Elza percebe o quanto a menina, chamada Michelle, é simples, mas, ao mesmo tempo, refinada e inteligente, e logo toma apresso por ela, tal como uma filha. Contudo, em um determinado dia, Michelle sai e desaparece na floresta. Meredith e Elza começam, então, uma busca interminável pela garota, mas seus maiores medos tornam-se realidade quando descobrem que a menina for parar na mansão dos Vergamini. Com medo do que poderia acontecer com ela, as bruxas iniciam uma missão para salvá-la, sabendo que pode ser tarde demais.
Michelle, enquanto andava sozinha pela floresta, encontra uma mansão imponente e sombria, entretanto, a curiosidade e seu medo de ficar sozinha a levam a buscar ajuda dentro da casa. O que ela não esperava era encontrar jovens e irmãos de idades contrastantes tão lindos e ricos vivendo em um lugar como aquele. Elegantes, refinados, gentis, todavia intimidadores. Algo parecia estar errado e ela torcia para que fosse apenas um equívoco em suas sensações. No meio da noite, no entanto, Michelle descobriu a verdadeira face daqueles jovens que estavam longe de serem os príncipes que ela sonhou. Forçada a viver com eles pelo resto de sua vida, Michelle, protagoniza novamente seus maiores medos e descobrirá, assim, a face mais sórdida dos Vergamini.

Esse livro é tudo para mim, espero que curtam muito tanto quanto eu! Ele é meu presente para todos vocês e para mim, espero que vocês gostem muito para que a segunda parte possa sair!

Mais informações sobre o lançamento e pré-venda em breve.

Fan Page: https://www.facebook.com/luisasoresiniautora

Abraço,

Luisa Soresini

Respondendo a Tag: Trick or Treat!

xwhh

Fui incumbida de responder a Tag do Blog Fabulonica da minha amiga Juliana Lima. Como ainda estou em clima de Halloween, achei o tema muito interessante e sombrio e merece sim ser respondido com muito prazer 🙂 Espero que eu me saia bem nessa tarefa sinistra hahaha.

Vamos as regras:

  • Colocar o símbolo da tag no post.
  • Responder as perguntas e mandar o link para pessoa que te indicou.
  • Criar novas perguntas ou utilizar as mesmas.
  • Indicar quantas pessoas quiser

Vamos as Perguntas!

Qual é seu maior medo? 

Eu sou uma pessoa naturalmente medrosa kkk. Tenho medo de várias coisas, lugares altos, montanha russa, barata, bichos de todos os tipos, enfim… Mas tenho medo de coisas idiotas.

Qual filme você assistiu e te deixou com medo uma semana depois?

Não gosto de filmes de terror, eu fujo deles que nem diabo foge da cruz kkk Não posso nem ver trailer desses filmes no cinema que fecho os olhos! Por isso vou falar de uma série que vi Supernatural. Sim, essa série me tirou o sono e o pior que eu morava na casa da minha vó que era muito, muito sinistra de noite, e eu fui inventar de ver isso quando ela ia viajar. Ai ferrou né! Pedi abrigo na casa do meu tio por quase um mês.

Se tivesse que se fantasiar para o Halloween que personagem de livro/série você seria?

Vish! Que pergunta difícil! Pode ser anime? kkk Acho que eu iria de Mey Rin ou de Joker do anime Kuroshitsuji.

jokermey

Bruxo, vampiro, mago, lobisomem ou zumbi. Com qual deles você evitaria um encontro?

Odeio Zumbis. Odeio mesmo. Agora os demais pode mandar que eu estou aceitando kk.

Qual livro você já leu e te tirou o sono?

Noite da Taverna de Álvares de Azevedo. Aqueles contos me tiraram o sono não por medo, mas eu achei aquilo tão fantástico que não consegui dormir.

Uma frase de livro ou fala de personagem que arrepiou até seu último fio de cabelo.

Profecia dos Sete
“Sete meio-sangues responderão ao chamado
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado
Uma promessa a manter com um alento final
E Inimigos com armas às Portas da Morte afinal”

Bom, respondam essas perguntas da Ju e mais essas aqui:

Se a Morte de der mais um dia de vida, o que você faria? 
Se pudesse virar um ser sobrenatural por um dia, qual seria? E por quê? 
Qual é o seu vilão sobrenatural favorito?

Pessoas que vão responder:

Juliana Lima – Fabulonica

Happy Halloween

Oi Oi Bruxas e Bruxos!

Feliz dia das bruxas para todos! E desculpa o atraso nas publicações, estou tentando a prova do mestrado e realmente está difícil para mim, sinto muito.

Como essa é uma data muito importante para mim (sim, gosto mais do Halloween do que do Natal), resolvi publicar um dos meus contos de terror para comemorar o dia de todos os santos. Espero que gostem!

Abraços,

Luisa Soresini

Portaria por Luisa Soresini

luz apagando

Não devia ter tomado tanto bebida… Pensei dentro daquele elevador. Minha cabeça girava e a ânsia de vomito subia pelas minhas entranhas. Engoli sentindo repulsa e encarei os números dos andares, suspirei e encarei de novo, queria ver se estava subindo ou descendo, mas tinha uma pessoa ali. Uma garota. Bonita. De cabelo rosa, mas não parecia ter sido pintado. Era original. Tão original quanto à presença dela.
– Quem é você? – perguntei e vi que estávamos descendo para o andar denominado “P”. Suspirei, devia ser a portaria, graças a Deus, fiquei contente, ia chegar em casa, ficar com a minha mulher, meus filhos, ia tomar um remédio para esse enjoo, mas a garota não me respondeu. Olhando-a melhor, ela era realmente bonita. Era pequena, tinha um corpo bonito, mas pouco busto. Contudo, isso não importa, era linda e estávamos sozinhos naquele elevador e faltavam muitos andares para chegarmos lá. Por que não?
– Qual é seu nome? – perguntei novamente. Eu podia estar bêbado, mas sempre fui um bom partido. Era rico. Ela ia se interessar.
Silêncio. Suspirei, pensando que talvez não tivesse me escutado. Ela não ia me ignorar assim. Olhei bem para ela. Era nova, estava de short e blusa simples, encarei meu terno, devia ter saído de um dos andares abaixo.
– Não foi para a festa? Estava muito boa… – sorri e ela continuou em silêncio – Não conhece as pessoas da cobertura? Elas fazem ótimas festas, venho aqui sempre. Se quiser posso conseguir um convite para você na próxima festa, – resolvi ser mais audacioso – ou quem sabe podemos subir e curtir mais agora, o que acha? Eles são meus amigos, vão deixa-la entrar! – sorri novamente e nenhuma resposta. Estava perdendo minha paciência. Minha cabeça doía. Meu estomago revirava. Encarava-a e ela era cada vez mais linda.
– Tem certeza que não foi convidada pelo pessoal da cobertura para a festa? – perguntei novamente.
Alguns segundos se passaram, os números corriam lentamente pelos andares, engoli a seco revoltado.
– Ter que ir até lá em cima te buscar me deu trabalho… Não gosto deles. Não sei como o deixaram passar. – falou seca e sem esboçar emoções. Ela continuava de costas para mim, não conseguia ver seu rosto, mas sua voz não esboçava nada.
– Me buscar? – será que ela me conhecia e quando me viu passando mal, trouxe-me para esse elevador? – Quer dizer que me conhece? Ou que teve piedade de mim? – sorri, tentado me aproximar dela.
– Sei tudo sobre você. Sempre estive te observando. Sempre tive interesse em você. Principalmente nessa festa. – disse e eu fiquei animado.
– É mesmo? E por que não investiu antes? – resolvi brincar com ela, nunca pensei que ela tivesse esse interesse em mim, devia ser alguma estagiária do meu trabalho, ou alguma amiga da minha filha mais velha – Não ia me importar!
– Porque não tinha chegado o momento. Agora chegou. – falou e eu encarei os números, estávamos quase chegando à portaria, era agora ou nunca. Toquei no seu braço e ouvi minha mulher gritando. Minha cabeça doeu.
– Você ouviu isso? – perguntei.
– Não sei como cometeram um erro desses… – ela disse sem demostrar nada pela voz – De qualquer forma, vai parar agora? Estou esperando você.
Ela realmente me queria. Ignorei suas primeiras palavras e o grito e a abracei pelas costas, ouvindo, em seguida, os gritos dos meus filhos. Eu apertei a garota forte, e quando dei por mim, estava apertando tanto o seu pescoço e era para ela já ter morrido.
– Desculpe… Não sei o que deu em mim! – disse apavorado e quando olhei minhas mãos, elas estavam cheias de sangue – O que é isso?
– Não vai continuar? Estou esperando você. – ela continuou dizendo isso.
O que está havendo? – fiquei desesperado e olhei novamente as minhas mãos, o sangue não parava de escorrer.
– Estou esperando você. – e continuei escutando os gritos.
– PARE! – eu a puxei violentamente e bati com sua cabeça no elevador. Então o sangue da garota começou a escorrer pelas minhas mãos. O corpo dela caiu inerte e aquelas vozes continuaram a gritar. Fechei os olhos e implorei que elas parassem. E então gritei tão intensamente que o elevador estancou e então tudo ficou em silêncio. Abri lentamente os olhos e estava dentro do elevador sozinho.
Arfei, tentando conseguir ar.
Está tudo bem… Isso é só efeito da bebida… Não tem ninguém aqui. Pensei. Olhei os andares e percebi que ainda estava perto da cobertura. Apoiei-me na parede do elevador. Peguei o meu celular, olhei as horas, minha mulher ia me matar, acho que era por isso que ouvi seus gritos. Tinha que trabalhar cedo amanhã. Suspirei fundo e ouvi o elevador parando.
Até que fim chegou… Suspirei e esperei a porta abrir. Ouvi aquele barulho irritante, que mais parecia um sininho e quando pisquei estava dentro da minha casa. Caminhei lentamente achando que estava sonhando, ou tinha enlouquecido, eu estava no elevador há pouco! Na festa! Então algo segurou meu pé. Olhei para baixo e vi minha esposa coberta de sangue.
– Eu estava lhe esperando… – ela disse e sai correndo, olhei para trás e vi o elevador, corri para dentro dele só que aquela garota bloqueou minha passagem e me fuzilou com olhos sem alma e frívolos.
– Eles estão esperando você… Não os ama?
– NÃO! – olhei para trás e vi minha família tentando entrar no elevador. Todos basicamente mortos – O que está acontecendo?
– Eles precisam que você fique para que consigam subir… Estão esperando você.
– Ficar onde? Por que querem subir? Só tinha uma festa lá em cima! O que querem fazer lá? – eu os encarei e senti medo, muito medo daquele lugar, medo daquela garota – Por que tenho que ficar aqui?
– Não se lembra? – ela perguntou e eu senti calafrios.
– Foi um acidente… Foi um erro… Não era para ter acontecido! – tentei me justificar e os encarei. E não tinha ninguém lá, encarei a garota e as almas queimadas dos meus familiares estavam atrás dela, dentro do elevador, mirei-os implorando misericórdia e a porta foi fechando devagar.
– Nós não estamos mais esperando você. – minha esposa disse e eu me lembrei de tudo.
Olhei a garota e ela sorriu para mim.
– Não se preocupe… – ela me fuzilou e metade do seu rosto se desfigurou por completo, ficando cadavérico como a Morte – As festas daqui também são as melhores.

A porta fechou com aquele barulho irritante.

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Nova Parceria: Editora Draco!

Gente, é com muita felicidade que lhes digo: nosso blog tem a primeira editora parceira, a Editora Draco!

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Vamos falar um pouco sobre ela? Primeiramente, ela só publica livros e quadrinhos nacionais. Então, se você está com aquele manuscrito guardado na gaveta talvez ela seja sua grande oportunidade.

Ela tem esse nome maravilhoso que vem de dragões e eu sou apaixonada em dragões, queria um Banguela para mim, mas enquanto não temos um para treinar, vamos nos deliciar com a história da origem desse nome:

Draco. Do latim, dragão.

A palavra dragão (em inglês, dragon) vem do grego drákon, δράκων, que deriva do verbo derkomai, “olhar”, pois seu papel no mito grego é o de vigiar tesouros cobiçados. O nome tem sido dado a criaturas mitológicas muito diversas, de diferentes culturas. No Japão, são conhecidos como símbolos da sabedoria.

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O que a Draco propõe?

Algo diferente. Invés de apenas vigiar esses tesouros cobiçados, queremos também apresentá-los a todos que os buscam. Esses tesouros estão por toda parte: internet — em suas muitas facetas como blogs, sites de compartilhamento e redes sociais; computadores pessoais — escondidos por autores que são verdadeiros dragões, no sentido original da palavra; impressos — compartilhados entre amigos e familiares — e, claro, também nas estantes das livrarias por todo o país. Esses tesouros, ou podemos dizer, tesouro: a literatura fantástica brasileira.
A Editora Draco quer fazer conhecido esse imaginário brasileiro, tão nosso e único, mesmo influenciado por obras estrangeiras que chegam através de livros e outros meios.
Queremos publicar autores brasileiros, aliando design, ilustrações e tudo o que for possível para melhorar nossos produtos. Que nossos leitores sejam atraídos pela beleza, mas nunca deixem de se maravilhar com as histórias e personagens que nossos livros trazem.
Que os autores brasileiros possam compartilhar seus tesouros e nós, amantes de livros e literatura fantástica, possamos ajudá-los a chegar aos leitores, abrindo portões e vencendo armadilhas, criando imagens e histórias que possam ser contadas por muitos anos.
O dragão despertou e convida a todos para desfrutar desse tesouro.

Confirma os últimos lançamentos da editora em: http://editoradraco.com/

Seguem também as capas dos últimos livros:

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Sejam bem-vindos a Draco!

Por um mundo com mais literatura nacional ❤

Abraços,

Luisa Soresini

Como publicar seu livro?

Oi gente, tudo bem com vocês?

Hoje, vamos falar diretamente para os escritores de plantão. Não sei se vocês sabem, mas além de professora de línguas, eu também sou escritora e meu primeiro livro A filha do Norte sairá nas livrarias em dezembro desse ano. No próximo post, falei um pouco da história, então aguardem.

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Eu realizada :3

Bom, voltando ao assunto, vocês devem está se perguntando em como consegui publicar um livro com um mercado editorial tão fechado para escritores iniciantes brasileiros? De fato, essa jornada não foi fácil, mas o que mais me ajudou foi estar inserido de alguma forma no meio acadêmico da universidade e de sempre procurar sobre novas informações e editoras. Portanto, se é algo que vocês realmente querem, perguntem, procurem e corram atrás, porque as respostas, eu encontrei conversando com amigos, professores e até mesmo na própria internet.

Então se é realmente do seu interesse publicar aquele seu livro que está empoeirado na gaveta, aqui vão algumas dicas para você:

1. Tenha noção de qual gênero a sua história se encaixa melhor. Não vá atrás de uma editora que não tem nada a ver com o seu livro, pois se você for com uma prosa, para uma editora que só publica poesia, a sua resposta com certeza será NÃO e isso te deixará desanimado para continuar.

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2. Participe de concursos de poesias ou literários. Gente, isso é muito bom para sua divulgação, além do que vários concursos publicam os vencedores e você não precisará pagar nada para ter seu livro. 

http://concursos-literarios.blogspot.com.br/

3. Tenha uma fan page nas redes sociais para publicar parte dos livros, poesias, contos, crônicas o que quer que seja, para as pessoas irem conhecendo seu trabalho literário. 

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4. Tenha uma reserva financeira. Ter um dinheiro guardado para a publicação ou até mesmo para a divulgação do seu livro sempre é bom. 

5. Procure nos sites das editoras, quase todo ano tem seleção para novos livros e novos autores. A Rocco Editora estava com uma seleção aberta no início desse ano. Editoras menores também são boas para novos escritores e a Novo Século Editora tem um programa para novos talentos que pega os melhores livros e ajuda seus atores a publicá-los, saca só: 

http://www.novostalentosdaliteratura.com.br 

6. Se fosse achar caro ir por uma editora renomada não se preocupe, há muitos sites de publicação independente em que você faz todo o trabalho sozinho, desde a capa até o lançamento do livro e ainda ganha um percentual sobre o valor final dele. A saraiva tem um ótimo nesse estilo.

http://www.saraiva.com.br/publique-se

http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva3/

http://www.clubedeautores.com.br/

Bom, é isso gente! Se tiverem alguma dúvida sobre isso podem entrar contato comigo e explicarei melhor sobre o assunto.

Luisa Soresini

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